sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Registro 3º Encontro

Aos vinte e nove dias do mês de junho do ano de dois mil e treze, às 8 h, em uma das salas da E.M. Dr Francisco Morato, sob a orientação do professor Raimundo Matos Barreto, reuniram-se os professores da Rede Municipal do 1º ano, para mais um encontro do PNAIC. A reunião teve início com a leitura de deleite "A mulher do Vizinho", do escritor Fernando Sabino, foram realizadas as estratégias leitura, como antecipação e inferência, afim de que os presentes participassem da atividades. Após foi entregue os materiais (livros) que serão utilizados no decorrer do programa. O professor Raimundo fez a apresentação do material e orientou quanto ao uso do mesmo. Uma lista foi passada para que os presentes assinassem tomando ciência do recebimento deste material. Em seguida alguns esclarecimentos sobre o SIMEC foram passados referentes  as ausências,  benefícios e avaliações, a primeira só poderá ser justificada com atestado médico, quanto ao benefício, foi solicitado o aguardo, devido à problemas no sistema, sobre as avaliações,os professores deverão realizá-la a cada encontro. Logo deu-se início a leitura e discussão do texto: "Materiais Didáticos no Ciclo de Alfabetização" das autoras Telma Ferraz Leal e Juliana de Melo Lima, que trata dos diversos materiais didáticos, oferecidos pelo Programa de Recursos Didáticos do Ministério da Educação. Cita vários recursos didáticos essenciais no ciclo de alfabetização. Em seguida, o grupo apresentou oralmente o levantamento que foi realizado na Unidade Escolar sobre os livros do PNLD. Algumas escolas ainda não receberam todos os materiais previstos, e o nome destas anotadas pelo formador. Em seguida foi sugerido a socialização das experiências vivenciadas com base no planejamento proposto no encontro anterior, a maioria dos presentes fizeram a atividade e entregaram uma cópia para o formados. Fatores importantes foram destacados para fazer o planejamento e a socialização se deu entre pequenos grupos: a professora Maria do Socorro Freire, nos relatou o trabalho que desenvolveu com seus alunos utilizando o livro " A casa feliz", o trabalho com este lhe rendeu uma sequência de atividades, muito proveitosa pelos alunos. Outros relatos foram feitos, e foi perceptível a participação positivas das professores na realização desta atividade com seus alunos nas Unidades Escolares. Após, o grupo apontou uma crítica quanto a falta de tempo nos HTPCs para discutir e planejar com os colegas atividades referente ao programa e a falta de compreensão de alguns coordenadores quanto ao PNAIC, segundo algumas professoras, não há espaços ( tempo) destinado para trabalhar o programa. Retomando as atividades, foi projetado questões que não poderão faltar no planejamento de uma atividade: Para quem? O quê? Por quê? Como? Como Avaliar?. Respondidas estas, outra questão foi lançada ao grupo: O que é rotina? E as respostas levantadas pelos presentes foram: Organização, coisas realizadas diariamente, sequência, após o formador apresentou o vídeo  com a música " Cotidiano " de Chico Buarque e em seguida passamos para a leitura e discussão do texto " As rotinas da escola e da sala de aula: referências para organização do trabalho do professor alfabetizador" das autoras Andrea Tereza B. Ferreira e Eliane Borges C. de Albuquerque. Logo foi proposta atividade para ser realizada em grupo: analisar o depoimento e o quadro de rotina da professora Ana Cristina, socializando a atividade, foram apontadas falhas na rotina, como falta da grade curricular, muita atividade de leitura e pouca de escrita, falta de outras disciplinas, falta de leitura do alfabeto, o depoimento da professora não condiz com a rotina apresentada pela mesma. Após o almoço, a reunião foi retomada com a leitura de deleite " A arte de pensar " de Rubens Alves, em seguida o formador realizou a leitura da sessão " Iniciando a conversa" no ano 1, unidade 3. Após três questões foram lançadas ao grupo: O que é um código? O que é um sistema notacional? Qual a diferença entre ambos? Levantamento de hipóteses de respostas foras dadas pelo grupo, em seguida foi realizada leitura e pausa para discussões do texto : " A escrita alfabética, porque ela é um sistema notacional e não um código? Como as crianças se apropriam? dos autores Arthur G. de Moraes e Tânia Maria S.B. Rios Leite que vai tratar sobre letramento, sistema de escrita alfabética e aborda as hipóteses de escrita que Ferreiro e Teberosk discutem na Psicogênese da Língua Escrita.  Após o formador passou a seguinte comanda: Analisar jogos e identificar quais conhecimentos sobre o sistema de escrita alfabética podem ser ensinados, esta atividade foi realizada em pequenos grupos, estes receberam diversos jogos de alfabetização, disponibilizado pelo MEC e a partir disso realizaram a análise. Cada grupo fez a socialização aos demais presentes e relataram com experiências vivenciadas em sala de aula com seus alunos. Terminada a atividade, o formador orientou quanto as tarefas para casa e escola , discriminados na pauta de reunião entregue no início da aula. Em seguida deu-se por encerrada a reunião e nada mais  havendo a ser tratado eu Silvia de Souza, lavrei o presente registro. Francisco Morato, 29 de junho de 2013.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Organizar a rotina da alfabetização

Antes de receber a turma de alfabetização, o professor deve planejar que atividades vão proporcionar o contato sistemático e significativo com práticas de leitura e de escrita
Tatiana Pinheiro (novaescola@atleitor.com.br)


Aos 5 ou 6 anos de idade, as crianças percebem mais claramente que existem outras formas de representar o mundo sem ser por meio de desenhos cheios de traços e cor. Descobrem, enfim, a presença e a importância da escrita, que permite a todos comunicar ideias e opiniões por meio, por exemplo, de cartas, bilhetes, notícias e poemas. Mas, para que cada um dos pequenos dê esse grande salto no aprendizado, é preciso que a atuação do professor no Ensino Fundamental de nove anos esteja ajustada a esse propósito. 
O passo inicial é definir com antecedência as atividades que vão fazer do ano letivo um encadeamento de descobertas, cada uma delas mais desafiante que a outra. "O educador precisa ter uma visão geral do trabalho para prever em que ritmo as propostas de leitura e escrita vão se aprofundar ao longo do período", explica a professora argentina Mirta Torres, especialista em didática da leitura e da escrita. 

Segundo Mirta, nesse planejamento é importante considerar que cada criança já está em processo de alfabetização. "Antes de irem para a escola, os pequenos tiveram contato com práticas de leitura e de escrita, com maior ou menor grau de espontaneidade, ao escutar os pais lerem histórias, ao folhearem livros ou ao verem adultos e outras crianças escreverem", pontua. O que muda é que na escola esse processo passa a ser intencional e sistemático, ganhando sentido e contando com a participação ativa de cada estudante.

Para chegar ao detalhamento da rotina semanal de uma classe de 1º ano, o educador precisa ter clareza de que itens devem ser combinados e com que regularidade devem ser praticados para permitir às crianças entender em que situações se lê e se escreve, para que se lê e se escreve e quem lê e escreve. "E não é necessário ter sempre novidades programadas. A continuidade dá segurança aos alunos e, associada à diversidade de assuntos, amplia o repertório deles", explica Debora Samori, pedagoga e formadora de professores do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac). Um planejamento acertado contempla três tipos de atividade. 

1. Atividades permanentes 
São essenciais para o processo de alfabetização. Por isso, devem ser praticadas diariamente ou com periodicidade definida e em horário destinado exclusivamente a elas. Incluem: 

1. A leitura pelo professor, feita diariamente, em voz alta, caprichando na entonação para aumentar o interesse e tomando cuidado para variar os gêneros durante o ano: contos, cartas, notícias, poemas etc. 

2. A leitura pelos alunos, feita em dias alternados com atividades de escrita, sempre tendo como objeto textos que eles conheçam de cor, como cantigas, parlendas, trava-línguas, textos informativos etc. 

3. A escrita pelas crianças, feita em dias alternados com atividades de leitura, tendo como objeto a produção de listas de nomes de colegas, de frutas, de brinquedos etc., que podem ser escritas pelos estudantes com lápis e papel ou com letras móveis. 

4. A produção de texto oral com destino escrito, feita em dias alternados com atividades de leitura, quando os alunos criam oralmente um texto e o ditam para o professor, trabalhando o comportamento escritor. 

2. Sequências de atividades 
São organizadas para atingir diversos objetivos didáticos relacionados ao ensino e à aprendizagem da leitura e da escrita. Necessariamente apresentam um nível progressivo de desafios. A duração varia de acordo com o conteúdo eleito. Pode levar dois meses ou chegar a quatro, sendo praticada duas ou três vezes por semana. Visam levar as crianças a construir comportamentos leitores associados a propósitos como ler para aprender, ler para comparar diferentes versões de uma mesma obra e ler para conhecer diversas obras de um mesmo gênero. Em um bimestre, pode ter como objetivo trabalhar a leitura de contos de autores variados. Em outro, pode eleger a leitura de seções de jornal para que a turma se habitue a outro tipo de texto.

3. Projetos didáticos 
São formas de organização dos conteúdos escolares que contribuem para a aprendizagem da leitura e da escrita ao articular objetivos didáticos e objetivos comunicativos. A sequência de ações de um projeto culmina na elaboração de um produto final (um livro de receitas saudáveis para as merendeiras da escola, uma gravação em CD ou fita cassete com a leitura de poesias para alunos de Educação de Jovens e Adultos, um jornal de bairro a ser distribuído para a comunidade etc.). Pode durar todo um semestre e ter ou não conexão com o projeto didático proposto para o segundo semestre. No primeiro, por exemplo, os alunos ouvem a leitura de poesias e decidem quais farão parte de um livro escrito pelo professor (que atua como escriba) e ilustrado por eles. A destinação da obra deve ficar clara. Pode ser o acervo de livros da professora, a biblioteca da escola, a família das crianças ou colegas de outra turma. No segundo semestre, uma proposta poderia ser a leitura pelos alunos de poesias que sabem de memória para depois serem declamadas em público em um sarau organizado por eles, reunindo os pais, os estudantes e a comunidade.

Avaliar sempre  
PEÇA QUE ESCREVAM  Redigir textos, como listas ou cantigas memorizadas, é uma das quatro situações didáticas que devem estar sempre na agenda. Foto: Marcos Rosa
Com base nas atividades essenciais e a frequência com que devem ser realizadas, o professor pode fazer uma programação detalhada do que vai trabalhar durante o ano (veja um exemplo no quadro abaixo). Após essa distribuição, é possível fazer agendas de 15 ou até 30 dias de aulas, dia após dia, de segunda a sexta-feira. Essa é uma etapa de grande importância no planejamento. Nela, os projetos didáticos e as sequências de atividades também são elaborados em detalhes, definindo-se justificativas, tempos de duração, materiais necessários, aprendizagens desejáveis e desenvolvimento passo a passo. 

Colocar tudo no papel faz pensar na forma de realização das atividades, além de antecipar a necessidade de separação ou de compra de materiais: que livros devo ter à mão para ler aos alunos? Quais voltarei a ler ao longo do ano? Quais devo ter em maior quantidade para permitir que todos acompanhem a leitura? Como escreveremos a lista de nomes dos alunos? Como eles vão se apresentar à turma? 

Outro cuidado importante é, logo nas primeiras atividades, identificar que habilidades, conhecimentos e dificuldades cada aluno traz de suas experiências de vida, seja em casa, seja na escola. "Esse é o momento de observar, tomar nota e refletir sobre a atuação de cada um em tarefas coletivas, em atividades realizadas em duplas ou trios e em momentos de trabalhos individuais, o que permitirá acompanhar a evolução dela no ano", orienta a pedagoga Debora Samori. 

A classe pode ter crianças em diferentes níveis de conhecimento em relação à escrita. O professor não deve encarar isso como um problema. Cada aluno é importante e traz características que devem ser identificadas e aproveitadas. A orientação é ajustar o foco, pensar nas possibilidades de interação e troca e seguir em frente com o trabalho. 

Há uma infinidade de descobertas a serem feitas por seus futuros leitores e escritores, e eles vão precisar de muitos desafios para dizer o que pensam e compreender o que leem.

Proposta Primeiro semestre Segundo semestre
Projetos - Livro de reescrita de contos de fadas ditado para o professor.
- Livro de brincadeiras preferidas do grupo ditado para o professor
 - Livro de reescrita de histórias do mesmo autor ou do mesmo personagem já trabalhados na sequência didática de leitura do primeiro semestre.
- Produção de uma agenda telefônica do grupo.
Atividades permanentes - Escrita e leitura diárias do próprio nome e dos colegas.
- Escrita e leitura de listas de palavras de um mesmo campo semântico.
- Leitura diária de textos literários pelo professor.
- Roda de leitura e empréstimo de livros.
 - Leitura de nomes próprios para a análise da ordem alfabética.
- Escrita e leitura de títulos de histórias conhecidas.
- Leitura pelo professor de textos informativos e literários.
- Roda de leitura e empréstimo de livros.
- Indicação literária dos livros apreciados pelo grupo.
Sequências didáticas - Escrita e leitura de parlendas e cantigas (ordenação, ajuste do falado ao escrito, análise e discussão com base na localização de palavras no texto).
- Leitura de várias versões do mesmo livro ou de várias obras do mesmo autor ou ainda de livros diferentes que apresentem o mesmo personagem principal (lobo, bruxa, princesa etc.).
 - Escrita e leitura de adivinhas e charadas.
- Ler para estudar características de animais, regiões, culturas, costumes etc.
Fonte Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo

PNAIC - TURMA 2 - MUITO ESTUDO, MUITO TRABALHO.









LEITURA DE DELEITE 3º ENCONTRO: A MULHER DO VIZINHO - FERNANDO SABINO

 Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
      O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
      O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fabrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:
      — O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.
      Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:
      — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
      O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
      — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
      Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:
      — Da ativa, minha senhora?
E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:
      — Da ativa, Motinha! Sai dessa...

Texto extraído do livro Fernando Sabino - Obra Reunida - Vol.01, Editora Nova Aguiar - Rio de Janeiro, 1996, pág. 872

Registro do 1º encontro do PNAIC




Aos vinte e sete dias do mês de Abril do ano de dois mil e treze na sala de número dois da Escola Municipal Dr. Francisco Morato, os professores do primeiro de várias escolas do município de Francisco Morato se reuniram com o orientador Raimundo Matos Barreto para o primeiro encontro do curso PNAIC – Programa Nacional de Alfabetização na idade certa, oferecido pelo MEC e com o acompanhamento da Universidade Estadual Paulista – UNESP. A reunião iniciou-se com a apresentação do orientador e dos demais professores integrantes do curso. Após, houve a leitura do texto, “O inferninho e o Gervásio” de Stanislau Ponte Preta. O programa foi apresentado e o mesmo consta com 10 encontros de 8 horas cada. O professor bolsista terá uma ajuda de custo de R$ 200,00. A atividade avaliativa será a apresentação de um portifólio, e registros de outras atividades a serem realizadas pelo professor cursista. Após o café o orientador propôs a construção coletiva de um contrato didático e vários professores colaboraram listando atitudes necessárias ao bom andamento do curso. Prosseguimos com a leitura de um texto para aprofundar o tema. A turma foi dividida em dois grupos: um ficou responsável pela leitura à apresentação da parte que tratava do “Currículo no ciclo de Alfabetização: princípios gerais” e o segundo grupo ficou com a parte que tratava da “Educação Inclusiva”. Após o almoço o orientador finalizou a discussão sobre o texto lido com a colaboração do grupo que destacou os pontos relevantes do texto acrescentando também a vivência de cada um. A leitura deleite foi feita com apresentação do livro digitalizado “Até as princesas soltam pum”. Com isto pudemos ter mais uma demonstração do quanto é importante apresentar leituras variadas e atrativas para as crianças. Passamos então para a leitura do texto “Concepções de Alfabetização, o que ensinar no ciclo de alfabetização. Neste pudemos aprofundar a discussão sobre alfabetização e letramento e as práticas de alfabetização centradas na reflexão do sistema de escrita e os usos sociais da leitura e escrita. Após o café assistimos ao vídeo “Leitura e produção de textos” que destacou a necessidade de se trabalhar com diversos tipos de textos e diversos portadores de textos. Após, passamos a leitura do texto “Direitos de Aprendizagem” no qual, além da lei fala sobre o que a criança deve saber sobre a língua portuguesa (leitura, produção, oralidade, e análise linguística). Recebemos a seguir uma apostila contendo  a “sugestão de instrumento de acompanhamento da turma”. Por último o orientador explicou a relação de tarefas a serem realizadas no próximo encontro.

ALFABETIZAÇÃO - APROPRIAÇÃO DO SISTEMA ALFABÉTICO







Até as princesas soltam pum - Ilan Brenmam


DIREITOS DE APRENDIZAGEM - 1º ANO


    ORALIDADE

· Participar de interações orais em sala de aula, questionando, sugerindo, argumentando e respeitando os turnos de fala.
· Escutar com atenção textos de diferentes gêneros, sobretudo os mais formais, comuns em situações públicas, analisando-os criticamente.
· Planejar intervenções orais em situações públicas: exposição oral, debate, contação de história.
· Produzir textos orais de diferentes gêneros, com diferentes propósitos, sobretudo os mais formais comuns em instâncias públicas (debate, entrevista, exposição, notícia, propaganda, relato de experiências orais, dentre outros).
· Analisar a pertinência e a consistência de textos orais, considerando as finalidades e características dos gêneros.
· Reconhecer a diversidade linguística, valorizando as diferenças culturais entre variedades regionais, sociais, de faixa etária, de gênero dentre outras.
· Relacionar fala e escrita, tendo em vista a apropriação do sistema de escrita, as variantes linguísticas e os diferentes gêneros textuais.
· Valorizar os textos de tradição oral, reconhecendo-os como manifestações culturais.
·  Estabelecer relações lógicas entre partes de textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos com autonomia.
·  Apreender assuntos/temas tratados em textos de diferentes gêneros, lidos com autonomia.
·  Apreender assuntos/temas tratados em textos de diferentes gêneros, lidos pelo professor ou outro leitor experiente.
·  Interpretar frases e expressões em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente.
·  Interpretar frases e expressões em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos com autonomia.
·  Estabelecer relação de intertextualidade entre textos.
·  Relacionar textos verbais e não-verbais, construindo sentidos.
·  Saber procurar no dicionário os significados das palavras e a acepção mais adequada ao contexto de uso
           
LEITURA

•  Ler textos não-verbais, em diferentes suportes,
• Ler textos (poemas, canções, tirinhas, textos de tradição oral, dentre outros), com autonomia.
• Compreender textos lidos por outras pessoas, de diferentes gêneros e com diferentes propósitos.
• Antecipar sentidos e ativar conhecimentos prévios relativos aos textos a serem lidos pelo professor ou pelas crianças.
•  Reconhecer finalidades de textos lidos pelo professor ou pelas crianças
•  Ler em voz alta, com fluência, em diferentes situações.
• Localizar informações explícitas em textos de diferentes gêneros, temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente.
• Localizar informações explícitas em textos de diferentes gêneros, temáticas, lidos com autonomia.
• Realizar inferências em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente.
•  Realizar inferências em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos com autonomia.
•  Estabelecer relações lógicas entre partes de textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente.
• Estabelecer relações lógicas entre partes de textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos com autonomia.
•  Apreender assuntos/temas tratados em textos de diferentes gêneros, lidos com autonomia.
• Apreender assuntos/temas tratados em textos de diferentes gêneros, lidos pelo professor ou outro leitor experiente.
• Interpretar frases e expressões em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente.
• Interpretar frases e expressões em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos com autonomia.
•   Estabelecer relação de intertextualidade entre textos.
•   Relacionar textos verbais e não-verbais, construindo sentidos.
•  Saber procurar no dicionário os significados das palavras e a acepção mais adequada ao contexto de uso


ANÁLISE LÍNGUISTICA – discursividade, textualidade e normatividade.

• Analisar a adequação de um texto (lido, escrito ou escutado) aos interlocutores e à formalidade do contexto ao qual se destina.
• Conhecer e usar diferentes suportes textuais, tendo em vista suas características: finalidades, esfera de circulação, tema, forma de composição, estilo, etc.
•  Reconhecer gêneros textuais e seus contextos de produção.
• Conhecer e usar palavras ou expressões que estabelecem a coesão como: progressão do tempo, marcação do espaço e relações de causalidades.
• Conhecer e usar palavras ou expressões que retomam coesivamente o que já foi escrito (pronomes pessoais, sinônimos e equivalentes).
• Identificar e fazer uso de letra maiúscula e minúscula nos textos produzidos, segundo as convenções.
• Usar adequadamente a concordância e reconhecer violações de concordância nominal e verbal.
•  Pontuar o texto.
•  Segmentar palavras em textos.


PRODUÇÃO DE TEXTO ESCRITO

• Planejar a escrita de textos considerando o contexto de produção: organizar roteiros, planos gerais para atender a diferentes finalidades, com ajuda de escriba.
• Planejar a escrita de textos considerando o contexto de produção: organizar roteiros, planos gerais para atender a diferentes finalidades, com autonomia.
• Produzir textos de diferentes gêneros, atendendo a diferentes finalidades, por meio da atividade de um escriba.
•  Produzir textos de diferentes gêneros com autonomia, atendendo a diferentes finalidades.
• Gerar e organizar o conteúdo textual, estruturando os períodos e utilizando recursos coesivos para articular ideias e fatos.
• Utilizar vocabulário diversificado e adequado ao gênero e às finalidades propostas
• Revisar coletivamente os textos durante o processo de escrita em que o professor é escriba, retomando as partes já escritas e planejando os trechos


ANÁLISE LÍNGUISTICA – Apropriação do Sistema de Escrita Alfabética (SEA)

• Escrever o próprio nome.
•  Reconhecer e nomear as letras do alfabeto
•  Diferenciar letras de números e outros símbolos.
•  Conhecer a ordem alfabética e seus usos em diferentes gêneros.
•  Reconhecer diferentes tipos de letras em textos de diferentes gêneros e suportes textuais.
•  Usar diferentes tipos de letras em situações de escrita de palavras e textos.
•  Compreender que palavras diferentes compartilham certas letras
•  Perceber que palavras diferentes variam quanto ao número, repertório e ordem de letras.
•  Segmentar oralmente as sílabas de palavras e comparar as palavras quanto ao tamanho.
•  Identificar semelhanças sonoras em sílabas e em rimas.
•  Reconhecer que as sílabas variam quanto às suas composições.
•  Perceber que as vogais estão presentes em todas as sílabas.
•  Ler, ajustando a pauta sonora ao escrito.
•  Dominar as correspondências entre letras ou grupos de letras e seu valor sonoro, de modo a ler palavras e textos.seguintes.