As companheiras de estudo gostariamos de desejar um bom recesso. Descansem bastante para que neste proximo semestre possamos desfrutar de novos conhecimentos, todas renovadas.
Abracos,
Raimundo e Silvia
Educar é semear com sabedoria e colher com paciência. (Augusto Cury)
segunda-feira, 15 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Contrato Didático da Turma 2 - Ano 1 - Profº Raimundo Barreto
Professor alfabetizador
O eixo principal do
PACTO é a formação continuada do professor alfabetizador, por meio de curso
presencial de 2 anos, com carga horária de 120 hs/a por ano. Este professor
terá atividades aplicadas às suas turmas durante o curso.
Requisitos para ser
professor alfabetizador:
Ter lecionado em
qualquer turma do ensino fundamental em 2012;
Ser professor de
alguma turma do ciclo de alfabetização em 2013 (turmas de 1º, 2º e 3º ano do
ensino fundamental de nove anos e/ou também em classes multisseriadas);
Seu nome tem de
constar no censo de 2012.
Formação
O curso de formação
para os Professores Alfabetizadores é de 120 horas e será ministrado pelos
Orientadores de Estudos, e será composto da seguinte forma:
Encontros mensais
totalizando 84 horas, onde o número de encontros estará a critério da
universidade;
Seminários,
totalizando 8 horas;
Atividades
extraclasses, totalizando 28 horas;
Aplicação de
trabalhos nas turmas em que leciona.
O curso é presencial
e tem dois anos de duração. Em 2013, a ênfase será em linguagem e, em 2014, em
matemática. Em cada ano, a duração total será de 120 horas, com a realização de
encontros presenciais ao longo do ano letivo.
Serão ofertados
quatro cursos em turmas distintas:
Um curso para
professores do 1º ano do Ensino Fundamental
Um para os docentes
no 2º ano do Ensino Fundamental
Um para os
professores do 3º ano do Ensino Fundamental
Um para docentes de
turmas Multisseriadas.
Quando o número de
docentes de um dos anos for muito pequeno, as turmas poderão ser constituídas
de professores de diferentes anos do Ensino Fundamental. O curso é estruturado
para permitir a melhoria da prática docente. Por isso, contém algumas
atividades permanentes como a retomada do encontro anterior, com socialização
das atividades realizadas, de acordo com as propostas, de trabalho em sala de
aula, planejadas, análise de atividades destinadas à alfabetização e planejamento
de atividades a serem realizadas nas aulas seguintes ao encontro.
Bolsa e certificado
Este professor
receberá uma bolsa, de ajuda de custo, no valor de R$ 200,00.
Todos terão o
certificado da universidade.
Professores
alfabetizadores que não foram cadastrados no censo escolar de 2012 poderão
fazer o curso. Porém, receberão apenas o certificado da universidade. Não
receberão a bolsa.
http://pacto.mec.gov.br/
Formação em Presidente Prudente com Orientadores do PNAIC - SP
Professores Raimundo e Viviane em uma das formações do PNAIC em Presidente Prudente - SP
Muito estudo, muito trabalho.
Grupo de Orientadores do PNAIC
terça-feira, 2 de julho de 2013
Leitura Deleite do 1º Encontro PNAIC- 27/04/13
O inferninho e o Gervásio
O cara que me
contou esta história não conhece o Gervásio, nem se lembra quem lhe contou. Eu
também não conheço o Gervásio nem quem teria contado a história ao cara que me
contou, portanto, conto para vocês, mas vou logo explicando que não estou
inventando nada.
Deu-se que o Gervásio tinha uma esposa dessas ditas "amélias", embora gorda e com bastante saúde. Porém, Mme. Gervásio não era de sair de casa, nem de muitas badalações. Um cineminha de vez em quando e ela ficava satisfeita.
Mas deu-se também que o Gervásio fez 25 anos de casado e baixou-lhe um remorso meio chato. Afinal, nunca passeava, a coitada, e, diante do remoer de consciência, resolveu dar uma de bonzinho e, ao chegar em casa, naquele fim de tarde, anunciou:
— Mulher, mete um vestido melhorzinho que a gente vai jantar fora!
A mulher nem acreditou, mas pegou a promessa pelo rabo e foi se empetecar. Vestiu aquele do casamento da sobrinha e se mandou com o Gervásio para Copacabana. O jantar — prometia o Gervásio — seria da maior bacanidade.
Em chegando ao bairro que o Conselheiro Acácio chamaria de "floresta de cimento armado", começou o problema da escolha. O táxi rodava pelo asfalto e o Gervásio ia lembrando: vamos ao Nino's? Ao Bife de Ouro? Ao Chateau? Ao Antonio's? Chalet Suisse? Le Bistrô?
A mulher — talvez por timidez — ia recusando um por um. Até que passaram em frente a um inferninho desses onde o diabo não entra para não ficar com complexo de inferioridade. A mulher olhou o letreiro e disse:
— Vamos jantar aqui.
— Aqui??? — estranhou Gervásio. — Mas isto é um inferninho!
— Não importa — disse a mulher. — Eu sempre tive curiosidade de ver como é um negócio desses por dentro.
O Gervásio ainda escabriou um pouquinho, dizendo que aquilo não era digno dela, mas a mulher ponderou que ele a deixara escolher e, por isso, era ali mesmo que queria jantar. Vocês compreendem, né? Mulher-família tem a maior curiosidade para saber como é que as outras se viram.
Saíram do táxi e, já na entrada, o porteiro do inferninho saiu-se com um "Boa noite, Dr. Gervásio" marotíssimo. Felizmente a mulher não ouviu. O pior foi lá dentro, o maitre d'hotel abriu-se no maior sorriso e perguntou:
— Dr. Gervásio, a mesa de sempre? — e foi logo se encaminhando para a mesa de pista.
Gervásio enfiou o macuco no embornal e agüentou as pontas, ainda crédulo na inocência da mulher. Deu uma olhada para ela, assim como quem não quer nada, e não percebeu maiores complicações. Mas a insistência dos serviçais de inferninho é comovedora. Já estava o garçom ali ao pé do casal, perguntando:
—A senhorita deseja o quê? — e, para Gervásio: — Para o senhor o uísque de sempre, não, Dr. Gervásio?
A mulher abriu a boca pela primeira vez, para dizer:
— O Gervásio hoje não vai beber. Só vai jantar.
— Perfeito — concordou o garçom. — Neste caso, o seu franguinho desossado, não é mesmo?
O Gervásio nem reagiu. Limitou-se a balançar a cabeça, num aceno afirmativo. E, depois, foi uma dureza engolir aquele frango que parecia feito de palha e matéria plástica. O ambiente foi ficando muito mais para urubu do que para colibri, principalmente depois que o pianista veio à mesa e perguntou se o Dr. Gervásio não queria dançar com sua dama "aquele samba" reboladinho".
Daí para o fim, a única atitude daquele marido que fazia 25 anos de casado e comemorava o evento foi pagar a conta e sair de fininho. Na saída, o porteiro meteu outro "Boa noite, Dr. Gervásio", e abriu a porta do primeiro táxi estacionado em frente.
Foi a dupla entrar na viatura e o motorista, numa solicitude de quem está acostumado a gorjetas gordas, querer saber:
— Para o hotel da Barra, doutor?
Aí ela engrossou de vez: — Seu moleque, seu vagabundo! Então é por isso que você se "esforça" tanto, fazendo extras, não é mesmo? Responde, palhaço!
O Gervásio quis tomar uma atitude digna, mas o motorista encostou o carro, que ainda não tinha andado cem metros, e lascou:
— Dr. Gervásio, não faça cerimônia: o senhor querendo eu dou umas bolachas nessa vagabunda, que ela se aquieta logo.
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Deu-se que o Gervásio tinha uma esposa dessas ditas "amélias", embora gorda e com bastante saúde. Porém, Mme. Gervásio não era de sair de casa, nem de muitas badalações. Um cineminha de vez em quando e ela ficava satisfeita.
Mas deu-se também que o Gervásio fez 25 anos de casado e baixou-lhe um remorso meio chato. Afinal, nunca passeava, a coitada, e, diante do remoer de consciência, resolveu dar uma de bonzinho e, ao chegar em casa, naquele fim de tarde, anunciou:
— Mulher, mete um vestido melhorzinho que a gente vai jantar fora!
A mulher nem acreditou, mas pegou a promessa pelo rabo e foi se empetecar. Vestiu aquele do casamento da sobrinha e se mandou com o Gervásio para Copacabana. O jantar — prometia o Gervásio — seria da maior bacanidade.
Em chegando ao bairro que o Conselheiro Acácio chamaria de "floresta de cimento armado", começou o problema da escolha. O táxi rodava pelo asfalto e o Gervásio ia lembrando: vamos ao Nino's? Ao Bife de Ouro? Ao Chateau? Ao Antonio's? Chalet Suisse? Le Bistrô?
A mulher — talvez por timidez — ia recusando um por um. Até que passaram em frente a um inferninho desses onde o diabo não entra para não ficar com complexo de inferioridade. A mulher olhou o letreiro e disse:
— Vamos jantar aqui.
— Aqui??? — estranhou Gervásio. — Mas isto é um inferninho!
— Não importa — disse a mulher. — Eu sempre tive curiosidade de ver como é um negócio desses por dentro.
O Gervásio ainda escabriou um pouquinho, dizendo que aquilo não era digno dela, mas a mulher ponderou que ele a deixara escolher e, por isso, era ali mesmo que queria jantar. Vocês compreendem, né? Mulher-família tem a maior curiosidade para saber como é que as outras se viram.
Saíram do táxi e, já na entrada, o porteiro do inferninho saiu-se com um "Boa noite, Dr. Gervásio" marotíssimo. Felizmente a mulher não ouviu. O pior foi lá dentro, o maitre d'hotel abriu-se no maior sorriso e perguntou:
— Dr. Gervásio, a mesa de sempre? — e foi logo se encaminhando para a mesa de pista.
Gervásio enfiou o macuco no embornal e agüentou as pontas, ainda crédulo na inocência da mulher. Deu uma olhada para ela, assim como quem não quer nada, e não percebeu maiores complicações. Mas a insistência dos serviçais de inferninho é comovedora. Já estava o garçom ali ao pé do casal, perguntando:
—A senhorita deseja o quê? — e, para Gervásio: — Para o senhor o uísque de sempre, não, Dr. Gervásio?
A mulher abriu a boca pela primeira vez, para dizer:
— O Gervásio hoje não vai beber. Só vai jantar.
— Perfeito — concordou o garçom. — Neste caso, o seu franguinho desossado, não é mesmo?
O Gervásio nem reagiu. Limitou-se a balançar a cabeça, num aceno afirmativo. E, depois, foi uma dureza engolir aquele frango que parecia feito de palha e matéria plástica. O ambiente foi ficando muito mais para urubu do que para colibri, principalmente depois que o pianista veio à mesa e perguntou se o Dr. Gervásio não queria dançar com sua dama "aquele samba" reboladinho".
Daí para o fim, a única atitude daquele marido que fazia 25 anos de casado e comemorava o evento foi pagar a conta e sair de fininho. Na saída, o porteiro meteu outro "Boa noite, Dr. Gervásio", e abriu a porta do primeiro táxi estacionado em frente.
Foi a dupla entrar na viatura e o motorista, numa solicitude de quem está acostumado a gorjetas gordas, querer saber:
— Para o hotel da Barra, doutor?
Aí ela engrossou de vez: — Seu moleque, seu vagabundo! Então é por isso que você se "esforça" tanto, fazendo extras, não é mesmo? Responde, palhaço!
O Gervásio quis tomar uma atitude digna, mas o motorista encostou o carro, que ainda não tinha andado cem metros, e lascou:
— Dr. Gervásio, não faça cerimônia: o senhor querendo eu dou umas bolachas nessa vagabunda, que ela se aquieta logo.
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Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto).
Fonte: O MELHOR DE STANISLAW - Crônicas Escolhidas - Seleção e
organização de Valdemar Cavalcanti - Ilustrações de JAGUAR - 2.a edição - Rio -
1979 - Livraria José Olympio Editora.
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